Revista Estudos Políticos

Editorial 3, 2011/02

Posted in Nº 3 (2011/2) by Revista Estudos Políticos on novembro 1st, 2011

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Este número encerra o segundo ano da Revista Estudos Políticos e coincide com a nossa primeira avaliação pelo Qualis da Capes. É uma felicidade relatar que obtivemos qualificação A1 para História e B2 para Ciência Política e Relações Internacionais. Embora não reverentes aos standards de notação do trabalho acadêmico, identificamos nestas avaliações o reconhecimento de um trabalho inovador e rigoroso. Um belo futuro se nos abre.

Tornamo-nos um periódico de referência com algumas características marcantes: 1. Exploramos as novas mídias permitidas pela plataforma online, isso quer dizer que não nos contentamos em ter na internet apenas uma alternativa ao papel; 2. Valorizamos a nova geração intelectual das Ciências Humanas no Brasil; 3. Apesar da maior expressão de autores do sudeste, não a temos como um valor, mas circunstância que se altera progressivamente; 4. Além do fluxo espontâneo de artigos, incorporamos um saudável e explícito dirigismo, próprio às revistas culturais: vamos atrás do que queremos publicar, e com tais buscas, dizemos.

O número que os leitores têm diante dos olhos está bastante especial. Publicamos, por intermediação do professor Carlos Sávio, do Departamento de Ciência Política da UFF, que nos escreve um belo ensaio sobre transformação política, dois inéditos ensaios em português de Mangabeira Unger, professor da Universidade de Harvard, sobre religião. A pedra de nomeação da Law School nos ilustra a capa, pela admiração à grande casa de common law, e sob os auspícios de que o nosso direito público tem iniciado um processo de influência virtuosa, representada pela proximidade com a filosofia política, melhor ainda, com a filosofia pública.

Sabrina Medeiros, da Escola de Guerra Naval, e Luize Valente, jornalista da Globonews, refletem sobre o triste acontecimento na Noruega de 22 de Julho de 2011, apresentando hipóteses de vínculo com a escalada europeia de intolerância e também ao terrorismo. Marcelo Diana, que cursa doutorado em Ciência Política no IESP-UERJ, por sua vez, faz ampla leitura da intelectualidade da primeira república brasileira, buscando modo de leitura que se desvie da óbvia carga autoritária. Bruno Sciberras, do Departamento de Ciência Política da UFRJ, traz-nos resenha sobre Pode o Subalterno Falar? o recém traduzido livro de Gayatri Spivak. Na entrevista do número, realizada por Pedro Villas Bôas, da UniRio, Maurizio Bach, da Universidade de Passau na Alemanha, relata as dificuldades da formação técnica em Ciências Sociais no ambiente universitário alemão da década de 70, a relação com Oskar Negt, seus principais trabalhos e desafios contemporâneos da sociologia

Além do dito, fazemos registrar e agradecemos o trabalho minucioso dos assistentes de edição Gabriel Almeida Ferreira e Silvana Telles.

Os Editores.